100 conselhos para facilitar a vida dos idosos
Estamos vivendo mais, e essa mudança terá reflexos nas
três gerações: passaremos mais tempo com nossos
filhos e também com nossos pais.
A expectativa de vida do brasileiro, que era de 66,6 anos em 1990,
passou a 72,5 no ano passado e deve chegar a 80 em 2040, segundo
projeção do IBGE. Já são no país
18 milhões de pessoas com mais de 60 anos - um idoso em cada
dez brasileiros. E, seguindo a tendência mundial, essa
proporção deve chegar a um em cada cinco em 2050; nos
países desenvolvidos, a relação deverá
ser de um para três.
"Estamos vivendo mais e envelhecendo melhor", afirma Wilson
Jacob Filho, diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das
Clínicas (SP) e colunista da Folha. "Envelhecer melhor"
significa encarar as alterações biológicas
decorrentes da idade e evitar que elas levem necessariamente a um
comprometimento funcional.
Mais longeva e mais saudável, grande parte da geração
que está agora na terceira idade passa longe da definição
de dependente, frágil e lenta, que sempre acompanhou os mais
velhos. Ainda assim, é preciso lidar com dificuldades de
memória, audição e sono, entre outras. E estar
atento a detalhes em casa que podem, por exemplo, favorecer uma queda
que será diretamente responsável pela deterioração
da saúde.
Por outro lado, o excesso de zelo pode dar a impressão ao
idoso de que ele não é mais capaz ou útil
socialmente e levar a quadros de depressão.
Algumas medidas buscam o equilíbrio entre os dois pontos e
ajudam a superar essas limitações físicas e
melhorar a qualidade de vida e a autonomia. Vinte especialistas dão
100 dicas sobre vários assuntos, de exercícios a sono,
passando por memória, sexo e viagens.
E fica o reforço na sugestão "número zero":
o apoio é bem-vindo, mas eles não querem, nem precisam
ser superprotegidos.
Quedas
No Brasil, cerca de 29% dos idosos sofrem quedas ao menos uma vez por
ano e 13% caem de forma recorrente. Além das fraturas,
principalmente na região do quadril, há o risco de
morte: as quedas correspondem a dois terços das mortes
acidentais. O medo de cair pode afetar a qualidade de vida do idoso,
que tende a diminuir a freqüência dos passeios ou dos
banhos.
1. Mexer o pé antes de se levantar da cadeira melhora a
irrigação sangüínea nos membros inferiores
2. Evite chinelos, tamancos e demais calçados soltos no pé
3. Não deixe os fios dos eletrodomésticos soltos pelo
chão
4. Trocar lâmpada e retirar a cortina são atividades
arriscadas porque exigem que a pessoa estenda a cabeça para
trás, o que causa uma tontura momentânea
5. Atividades físicas que proporcionam o aumento da força
muscular são fundamentais; pernas fortes dão mais
estabilidade na hora de subir escadas, caminhar ou levantar da
cadeira
6. Óculos com lentes multifocais afetam a percepção
de profundidade e dificultam tarefas como descer uma escada ou
desviar-se de um buraco; uma solução é trocá-los
por dois óculos, um para caminhar e outro para ler
7. Cuide bem dos pés: calosidades impedem o contato com o solo
8. Escolha um tênis com sistema de absorção de
impacto e solado antiderrapante; com o envelhecimento, há uma
diminuição na camada de gordura na planta do pé,
o que deixa o idoso mais sujeito ao impacto do solo e ao
desenvolvimento de inflamações
9. Mantenha sob controle doenças metabólicas ou
vasculares; o diabetes, por exemplo, pode afetar o labirinto
(responsável pelo equilíbrio) e alterar a sensibilidade
e o funcionamento motor dos membros inferiores
10. Não compre uma bengala sem orientação
profissional; a escolha do modelo precisa considerar altura, presença
ou não de artrose, entre outros aspectos; repare sempre se a
borracha da ponta não está desgastada, o que diminuiria
sua característica antiderrapante
Mente
Na terceira idade, há diminuição de
neurotransmissores ligados aos aspectos afetivos, à atenção
e à memória. O corpo libera menos melatonina (que induz
o sono) e a flacidez muscular dificulta a respiração.
Mortes próximas, aposentadoria e doenças crônicas
também têm efeito deletério. Somados, esses
fatores compõem um quadro de risco, que pode levar à
depressão. Problemas de depressão severa não são
comuns, mas há muitos casos depressivos leves que não
são diagnosticados.
11. Deixe o idoso responsável por funções como
pagar contas. Sentir-se útil é importante para a saúde
psíquica
12. Idosos têm uma resistência menor ao estresse, sendo
mais afetados por pequenos aborrecimentos, como o cancelamento de um
compromisso. Familiares e cuidadores devem informar as mudanças
com antecedência
13. Embora o consumo de álcool costume diminuir com o
envelhecimento, há um pico após os 60 anos,
provavelmente associado à maior disponibilidade de tempo
livre. Como o metabolismo fica mais lento, uma pequena quantidade de
álcool tem efeito muito maior em idosos
14. Tente "renegociar" as perdas: se o idoso não
puder mais fazer alguns passeios, como ir ao clube, utilize o tempo
vago para propor outra atividade de lazer
15. A aflição e o nervosismo podem bloquear ainda mais
a memória. Manter a calma ajuda as lembranças a fluírem
com mais facilidade
16. Avalie em que situações a falha na memória é
mais freqüente. Esquecer o nome de alguém que acabou de
conhecer ou o local onde deixou os óculos é algo comum
- com o envelhecimento, há uma diminuição da
memória imediata. Já a perda da memória laboral
pode ser indício de algum problema: não é normal
que alguém que faz café ou tricota diariamente se
esqueça do passo-a-passo dessas atividades
17. Associações ajudam a reter novas informações.
Exemplo: ao conhecer uma mulher chamada Rosa, conectar mentalmente o
rosto da pessoa à imagem da flor
18. A memória pode ser exercitada com estímulos como
saber sempre em que dia da semana e do mês está, ler e
fazer exercícios como tentar reconhecer as ervas utilizadas no
tempero de um prato
19. A rotina é uma boa aliada para quem tem problemas com a
memória. Se a chave for guardada sempre no mesmo local, haverá
menos chances de perdê-la
20. Diferencie insônia de adiantamento de fase; na terceira
idade, é comum que o sono chegue mais cedo, e o idoso se deite
no início da noite. Quem dorme às 19h e acorda às
3h não está com insônia - o despertar ocorre
porque a pessoa já dormiu durante oito horas
21. Durante a insônia, a pior saída é ficar
deitado na cama se esforçando para dormir. O ideal é
levantar, fazer alguma atividade e só voltar ao sentir sono
22. Aproveite os benefícios dos fitoterápicos.
Camomila, valeriana e passiflora são ervas cujo efeito indutor
do sono é comprovado. A melissa, conhecida como erva-cidreira
de folha, também induz o sono. O chá preto deve ser
evitado, por ser estimulante
23. De modo geral, praticar exercícios físicos ou tomar
banho quente perto da hora de dormir atrapalha o sono, pois aquece o
corpo. Mas isso está sujeito a variações
individuais
Corpo
Embora o envelhecimento leve ao declínio do metabolismo e da
massa magra, isso não significa que seja preciso comer menos;
a quantidade calórica depende de peso, altura, idade, sexo e
condições clínicas.
O ideal é que toda refeição seja atraente,
saborosa e variada. Para manter a massa magra, também é
preciso se exercitar. Dar início a uma atividade física
dá trabalho --exige disciplina, exames etc. A questão é
que o sedentarismo é ainda mais trabalhoso. Afinal, não
é fácil lidar com a perda de densidade óssea e
de massa muscular, com o diabetes, com a hipertensão etc.
24. Uma dieta baseada apenas em alimentos como sopa, leite e café
é monótona, pobre em nutrientes e desestimula a
mastigação. Quem não tem problemas para mastigar
deve manter a alimentação o mais sólida possível
25. Como a descida pelo esôfago fica mais difícil com a
idade, prefira comidas úmidas
26. Troque pães, massas e arroz refinados pela versão
integral, mais rica em fibras; o consumo de fibras é
importante para melhorar um problema comum nessa fase: a prisão
de ventre. Alguns fatores relacionados ao envelhecimento propiciam
essa constipação, como uma diminuição da
superfície de absorção do intestino, que também
passa a se mover menos
27. Para facilitar a mastigação, muitos idosos adotam
estratégias como descascar as maçãs ou jogar
fora o bagaço da laranja. Essas atitudes devem ser evitadas,
já que é nessas partes que as fibras se concentram
28. Medicamentos laxantes devem ser usados apenas com prescrição
médica - a automedicação pode piorar a prisão
de ventre e levar a um desgaste da mucosa intestinal, interferindo na
absorção dos nutrientes
29. Evite o uso constante de antiácidos, que podem
sensibilizar a mucosa gástrica e levar a uma gastrite. Idosos
são mais suscetíveis aos efeitos adversos dos
medicamentos por conta da redução da funcionalidade de
vários sistemas fisiológicos e das alterações
no metabolismo e na excreção das substâncias
30. Fique atento ao consumo de cálcio, importante para a saúde
óssea. Leite e derivados são as principais fontes do
nutriente. Prefira os desnatados
31. Aproveite o efeito purgante do mamão, da laranja e da
ameixa
32. A percepção de sede diminui, e isso torna o idoso
mais vulnerável à desidratação e agrava a
prisão de ventre. Uma forma de estimular o consumo de líquidos
é manter jarras de água em locais visíveis pela
casa para tornar a bebida mais atraente, aromatize com folhas de
hortelã ou fatias de limão
33. Gelatina é uma boa fonte de hidratação. A
versão dietética é interessante para quem está
acima do peso
34. Com o envelhecimento, o paladar também sofre alterações.
A percepção do sal, por exemplo, diminui, o que pode
levar a um consumo de alimentos muito salgados. Para tornar a comida
mais saborosa sem exagerar no sal, tempere os alimentos com ervas
35. A flacidez muscular não atinge só braços e
pernas. Ela também afeta os órgãos
fonoarticulatórios e pode gerar problemas como o desvio de
alimentos para o pulmão. Engasgos e tosses freqüentes,
principalmente durante as refeições, devem ser
informados ao otorrino
36. Mastigar projetando a língua para frente também é
conseqüência dessa flacidez. É possível
reverter o problema com tratamento fonoaudiológico
37. Alongamento melhora a flexibilidade e a reposta do corpo aos
exercícios
38. Atividades aeróbicas, como caminhada, ajudam a reforçar
os sistemas cardiovasculares e respiratórios. Mas idosos
também precisam de musculação. Além de
combater a perda natural de massa muscular, a musculação
diminui a vulnerabilidade a quedas e ajuda a aumentar a densidade
óssea
39. A hidroginástica é um bom exercício para
quem tem osteoporose e quer fazer uma atividade aeróbica, mas
não ajuda a saúde óssea. Um fator que ajuda a
aumentar a densidade óssea é o impacto, e a
hidroginástica amortece esse efeito
40. Se optar por caminhadas, é melhor investir mais na
regularidade do que na intensidade, evitar locais muito poluídos,
usar roupas e tênis adequados e proteger-se do sol
41. Alguns esportes já ganharam versões para a terceira
idade. No vôlei adaptado, os participantes podem segurar a bola
e a rede é um pouco mais baixa. No basquete adaptado, a cesta
é mais baixa e a bola, mais macia. Além disso, a
arbitragem apita antes de um choque brusco entre dois jogadores, para
evitar acidentes
Casa
Mudanças simples podem aumentar a segurança e a
autonomia do idoso. Confira:
42. Em dobro - Quem mora em sobrados deve fazer adaptações
para que os dois andares tenham banheiros, telefones etc. Isso
diminui a necessidade de usar as escadas
43. Área externa - Se possível, crie um percurso
próprio para caminhada
44. Mobiliário - Opte por móveis mais altos e não
muito moles. Poltronas bem estruturadas é uma boa escolha,
pois os braços do móvel servem como apoio ao levantar
45. Luz - Privilegie a iluminação natural, já
que a claridade é importante para que o idoso veja melhor o
ambiente
46. Torneiras - Prefiram as de alavanca às redondas, que são
mais difíceis de girar
47. Armários - Evitem guardar objetos de uso freqüente em
locais muito baixos, que exigem que as pessoas se abaixem, ou muito
altos, que pedem escadas ou banquinhos
48. Bancada - Opte por uma com aproximadamente 80 cm de altura, para
que seja possível cortar e preparar os alimentos sentados
49. Jardim - Não coloque muretinhas ao redor da grama para
evitar que a pessoa tropece
50. Apoio - Escadas e rampas devem ter corrimão,
preferencialmente, de uma cor contrastante, para melhorar a
visualização caso esteja escuro ou o idoso sinta
tontura. Certifique-se de que, após a rampa, haverá uma
área plana na qual o idoso possa se estabilizar antes de
seguir adiante
51. Corredor - Deixe as passagens livres, sem obstáculos como
vasos, esculturas e mesas de centro ou de canto
52. Tapete - Evite tapetes e passadeiras de corredor, que podem
escorregar
53. Remédios - Em um local visível coloquem uma
tabelinha com o horário de cada medicamento
54. Penumbra - Instale luminárias de baixa intensidade no
corredor; assim, o idoso não precisará ir até o
banheiro no escuro
55. Largura - Instale portas com um vão de 80 cm para
facilitar a passagem de quem precisa usar andador ou está
carregando sacolas de compras
56. Cores - A cor da porta também deve contrastar com a cor da
parede, para ser visualizada mais facilmente
57. Maçanetas - As redondas exigem mais força na hora
de abrir a porta. Troque pelas de alavanca, mais fáceis de
usar
58. Chão - Opte por pisos de uma cor só; isso evita o
desconforto visual e a sensação de que há
buracos e degraus no chão. Evite pisos lisos, que propiciam
escorregões; quanto mais brilhante for o material, mais
escorregadio ele é; prefira os antiderrapantes
59. Apoio - Coloque barras de apoio, especialmente perto do vaso
sanitário e dentro do boxe
60. Vaso - Opte por vasos sanitários mais elevados: a altura
ajuda na hora de sentar e de levantar
61. Aderência - Substitua o tapetinho do banheiro por adesivos
antiderrapantes, que também podem ser colocados dentro do boxe
62. Pia - Certifique-se de que ela seja bem resistente e firmemente
fixada, já que os idosos costumam se apoiar nela
63. Porta - Ainda no boxe, utilize uma porta de correr. As que abrem
para dentro devem ser evitadas, pois podem ficar travadas se alguém
cair dentro do boxe e encostar-se à porta
64. Boxe - Instale um assento dentro do boxe, para ser usado em caso
de mal-estar. Mas atenção: os assentos devem ser fixos.
Banquinhos de plástico são frágeis e podem virar
65. Escoamento - Verifique se o escoamento de água no boxe é
suficiente, para que o chão não fique alagado e ainda
mais liso
66. Quarto - Instale o idoso no quarto mais próximo do
banheiro, para facilitar o deslocamento durante a noite
67. Cabeceira - Posicione a cama perto do interruptor de luz ou
coloque um abajur próximo à cabeceira -opte por uma
iluminação suave, já que o idoso demora mais a
se adaptar quando há mudanças bruscas entre claro e
escuro
68. Trava - Escolha uma tranca que possa ser aberta por fora em caso
de emergência e mantenha a chave em um local acessível
69. Obstáculo - Móveis com cantos vivos (em 90 graus)
devem ser mantidos longe das áreas de passagem
Prazer
Se a sexualidade na terceira idade é um tabu, as barreiras são
ainda maiores para as mulheres. Uma, demográfica: como vivem
mais que os homens, elas têm mais dificuldade para encontrar
parceiros de sua faixa etária. A segunda é ligada ao
preconceito: o envolvimento com jovens costuma ser associado a
interesse financeiro. A verdade é que a sexualidade não
tem data de validade e a libido é conservada no
envelhecimento.
Veja os benefícios do sexo:
- Leva à liberação de endorfinas, substâncias
ligadas à sensação de bem-estar
- Promove aceleração do sistema respiratório e
circulatório
- Estimula a atividade cerebral, já que exercita a fantasia e
a memória
- Aumenta a auto-estima
Confira dicas de especialistas:
70. Inclua a questão da sexualidade nas consultas médicas
e nas conversas com os amigos e com os familiares. É
importante para desmistificar a idéia de que o sexo é
um tema alheio aos idosos
71. Com o envelhecimento, as mulheres podem observar uma diminuição
da lubrificação vaginal. A tendência é que
a lubrificação aumente se elas tiverem uma vida sexual
ativa. Se o ressecamento vaginal gerar desconforto, podem ser
utilizados lubrificantes artificiais
72. Trate precocemente diabetes, hipertensão, índice
elevado de colesterol e doenças cardiovasculares ou da
próstata. Esses problemas geralmente aparecem por volta dos 40
anos de idade e se agravam com o tempo. Nas mulheres, isso afeta a
lubrificação da região genital. Nos homens,
esses distúrbios afetam a função erétil
73. O uso de remédios para disfunção erétil
favorece o preenchimento dos corpos cavernosos do pênis, que
pode ser bloqueado por problemas físicos ou emocionais. O
remédio é ineficaz, porém, se o problema for a
falta de desejo, que pode decorrer tanto de uma depressão como
de problemas hormonais
74. Com o envelhecimento, há uma diminuição da
produção de testosterona, hormônio masculino.
Normalmente, essa perda é de 1% ao ano. Cerca de 15% dos
homens idosos, porém, sofre uma perda mais significativa de
testosterona, o que afeta o desejo. É possível fazer
reposição hormonal, mas o tratamento deve ser precedido
de uma avaliação médica: a reposição
é contra-indicada para homens com tumores de próstata
ou de mama e nem sempre é indicada para quem tem apnéia
do sono ou alguma doença hepática
75. No caso das mulheres, a masturbação também
ajuda a manter a saúde dos órgãos genitais a
estimulação leva a uma liberação hormonal
que preserva a mucosa vaginal
Lazer
Após a aposentadoria, o sonho de muita gente é arrumar
as malas e dar início a uma seqüência de viagens.
Mas os passageiros idosos têm de prestar atenção
em alguns cuidados específicos para que a mudança na
rotina não acabe gerando também mudanças na
saúde. Afinal, as farmácias e os consultórios
médicos não costumam serem pontos turísticos
muito interessantes.
76. Ao planejar o roteiro, leve em consideração a
temperatura, pois a sensibilidade a variações térmicas
é maior nessa faixa etária. Prefira a primavera ou o
outono
77. Procure saber se o plano de saúde oferece uma cobertura
internacional
78. Peça ao médico um relatório sucinto, em
inglês, informando doenças crônicas e medicações
em uso; caso ocorra algum problema, o médico do outro país
terá como avaliar o quadro de forma mais ampla
79. Leve um eletrocardiograma de base normal; isso pode ajudar quem
fizer a avaliação médica, a saber, se uma
eventual alteração nos batimentos cardíacos é
crônica ou aguda
80. Leve todos os medicamentos necessários numa quantidade
suficiente para todo o período da viagem sem se esquecer de
levar também todo o receituário
81. Leve o telefone celular do clínico, para que, em uma
emergência, o médico possa trocar informações
com o profissional que o atender
82. Antes de visitar locais isolados, busque se informar sobre o
serviço hospitalar mais próximo
83. Quem tem varizes ou costuma ter inchaço nas pernas precisa
caminhar freqüentemente no corredor do avião, para
facilitar a circulação sangüínea; usar
meias elásticas também ajuda
84. Quem já teve trombose e não toma nenhuma medicação
anticoagulante pode consultar o médico sobre a possibilidade
de tomar uma injeção de anticoagulante antes da viagem,
principalmente se for passar muito tempo no avião
Audição
Estima-se que, no Brasil, 70% dos idosos sofram de perda de audição
provocada pelo envelhecimento.
Muitos deles, porém, não se identificam com o problema.
Isso porque parte da audição deles continua, de fato,
muito boa: a responsável pela identificação dos
sons graves, que formam o corpo das palavras. O problema está
na capacidade de distinguir sons agudos. Daí a queixa comum
nos consultórios: escuto, mas não entendo.
85. Não eleve a voz --isso apenas distorce o som e incomoda o
idoso, que tem menos proteção contra sons de alta
intensidade; em vez disso, fale devagar
86. Converse mostrando o rosto ao idoso, e em um ambiente iluminado e
silencioso
87. Após os 60 anos, inclua a visita ao otorrino no check-up
88. Não compre um aparelho auditivo sem indicação
profissional e sem testar o equipamento. No procedimento correto, o
otorrino indica o uso do aparelho e o fonoaudiólogo faz a
seleção e o teste da prótese auditiva. É
preciso testar em domicílio, por cerca de um mês. Testar
o equipamento só no consultório é arriscado, já
que se trata de um local mais silencioso, que pode não
corresponder ao ambiente em que o paciente vive
89. Com o envelhecimento, há uma tendência ao acúmulo
de cera no ouvido. Se isso ocorrer, consulte um otorrino sobre a
necessidade de uma lavagem
90. Não use cotonete para retirar o excesso de cera. No
máximo, use uma toalha úmida na ponta do dedo
91. A prega vocal também é formada por tecido muscular
e tende a ficar mais flácida com o envelhecimento, deixando a
voz mais fraca. Essa alteração, porém, pode ser
resolvida com exercícios específicos
Produtos
De um lado, coloque o custo, que vai ser alto. Do outro, o benefício,
que pode ser significativo. É nesse equilíbrio que deve
se basear a aquisição de um produto adaptado, segundo
especialistas em terapia ocupacional.
92. Assento mais alto - Com 44 cm de altura, torna o ato de sentar e
o de levantar mais fáceis R$ 238, na Deca
93. Chaveiro adaptado (modelo para até três chaves) -
Oferece uma alavanca maior para facilitar o giro das chaves. Indicado
para quem tem artrite ou fraqueza preensora R$ 50, na MN
94. Esponja adaptada - Facilita a limpeza das pernas e dos pés
por pessoas que têm dificuldade para inclinar o corpo para
frente R$ 45 (pequena) e R$ 50 (grande), na MN
95. Cadeira elevatória Voltado para pessoas com dificuldade de
locomoção, o equipamento é indicado para quem
pesa até 130 kg A partir de R$ 11.000 (escada com percurso de
até 5 m, com instalação), na Acorn
96. Adaptação para meias - Ajuda quem tem dificuldades
para inclinar o corpo para a frente a colocar meias R$ 100, na MN
97. Talheres - Com cabos grossos (para quem tem problemas
articulares) e dobráveis, que facilitam o ato de levar a
comida à boca R$ 30 cada garfo ou colher; R$ 38 cada faca, na
Vanzetti Com peso (para pessoas com Parkinson), que atenuam tremor
das mãos R$ 70 cada colher de chá, colher de sopa ou
garfo; R$ 90 cada faca, na MN
98. Tábua de corte adaptada - Fixa o alimento que será
cortado, diminuindo o risco de acidentes R$ 350, na MN
99. Antideslizante Heritage - Pode ser aplicado em pisos frios sem
alterar o brilho, a textura ou a cor do material. Há duas
linhas do Heritage: a industrial e a auto-aplicável. A segunda
é indicada para uso residencial ou em áreas de até
60 m2 R$ 50 (250 ml, 2 m2) e R$ 90 (500 ml, 4 m2), na Tetraquímica
100. Cadarço elástico para tênis - É
indicado para quem tem problemas articulares. O cadarço fica
amarrado e basta puxar as laterais do tênis para calçá-lo
R$ 15 (2 pares), na MN
(fonte: Folha de São Paulo)
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